O Distrito de Castelo Branco registou um aumento superior a 50 por cento nas obras adjudicadas pelas câmaras municipais em 2009, o que foi importante para um conjunto de empresas, sobretudo porque várias câmaras do Distrito estão entre as que pagam atempadamente aos empreiteiros. A opinião é de Fernando Paes Afonso, director-geral da Associação de Empresas de Construção, Obras Públicas e Serviços (Aecops).
“No ano 2009, as autarquias pagaram melhor a nível nacional. Mas no Distrito de Castelo Branco, o prazo médio de pagamento é relativamente mais baixo do que a média nacional".
Apesar do aumento de obras públicas no Distrito, que aquele responsável atribui também a ter sido ano de Autárquicas, para 2010 é esperada uma quebra na mesma ordem de grandeza. E a verdade é que, em termos gerais, o Distrito registou também uma quebra, o que é fruto de uma conjuntura desfavorável às empresas de construção e obras públicas. “O sector da construção atravessa uma crise muito profunda, que já vem de 2002, mas que se acentuou de forma vincada no ano passado, quando a produção caiu cerca de 11 por cento a nível nacional, esperando-se que este ano surja nova quebra, na ordem dos oito por cento”.
José Júlio Cruz