Com sede na Praça do Município, onde estão as instalações da autarquia, este organismo tem ainda como associados fundadores Pedro Silva, vereador na Câmara e adjunto do presidente; e David Fontes Neves, advogado.
Contactado por o INTERIOR, Carlos Pinto, que, em Outubro passado anunciava a intenção de sair do organismo que substituiu a Região de Turismo da Serra da Estrela (RTSE), confirmou que a associação constitui a nova estrutura que vem defendendo nos últimos meses, adiando para amanhã quaisquer declarações sobre o assunto.
De acordo com os estatutos, a que O INTERIOR teve acesso, a Turismo da Covilhã é uma associação sem fins lucrativos «cuja natureza consiste na promoção e divulgação da Covilhã, com base no estabelecimento de parcerias públicas e privadas para a prossecução dos seus objectivos», podendo «criar delegações em qualquer outro local do país ou no estrangeiro».
O objectivo é a promoção do concelho e dos seus produtos tradicionais através do «estudo, preparação e desenvolvimento de acções específicas nos mercados externos», da definição de «políticas, objectivos e estratégias de promoção turística» no estrangeiro, querendo também «contemplar e proteger a promoção da marca Turismo da Covilhã».
De resto, o nóvel organismo deixa a porta aberta à integração noutras organizações: «Para melhor desenvolver as suas actividades, poderá a associação filiar-se ou associar-se em organizações afins, sejam do âmbito nacional ou internacional», lê-se ainda.
A Câmara da Covilhã contesta a criação do Pólo de Desenvolvimento Turístico da Serra da Estrela desde Janeiro do ano passado, altura em que, juntamente com a autarquia do Fundão, interpôs uma providência cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco pedindo a sua suspensão, por considerar os estatutos da nova entidade ilegais – dado estarem integradas na Assembleia-Geral duas empresas privadas (Turistrela e Malcatur), que «inquinam a imparcialidade do órgão». Em Dezembro do ano passado, o tribunal viria a não dar provimento à providência cautelar, aguardando-se agora decisão sobre a acção principal.
Por: Sandra Invêncio