De resto, O INTERIOR questionou o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território sobre a evolução do processo a 15 de Abril e até à última terça-feira, dia do fecho desta edição, ainda não tinha recebido qualquer resposta. Baptista Ribeiro afirma não ter «qualquer informação oficial» sobre o adiamento desta intervenção, mas relembra os anúncios da suspensão de algumas obras públicas feitos recentemente pelos Governos espanhol e português. «As notícias que tenho não são oficiais e o que sei é, sobretudo, através da imprensa», sendo que em Espanha «o troço que lhes competia construir chegou a estar adjudicado e depois foi anulado por falência da empresa», refere. Do lado português, o autarca de Almeida adianta ter reunido há cerca de mês e meio nas Estradas de Portugal onde foi informado de que «se iria proceder aos estudos necessários, mas que não havia data prevista para o lançamento da obra». Acredita, por isso, que a ligação «vai ser adiada por mais algum tempo», embora reitere que não possui «a informação oficial de que vá ser suspensa». No entanto, questionado se este possível adiamento significará um retrocesso para o concelho, o edil responde que «nem toda a gente pensará assim» e exemplifica: «Para os comerciantes de Vilar Formoso, quanto mais tempo se adiar esta obra melhor», garante. Contudo, Baptista Ribeiro adverte que a ligação do IP5 à A62 será «inevitável» e que «há pressões da União Europeia para que ela ocorra, provavelmente mais tarde – poderá demorar três, quatro ou cinco anos –, e nós temos que estar preparados para isso». Ou seja, «temos que continuar a reclamar o acesso a Vilar Formoso», pois, «com isso e o parque TIR, até poderemos vir a ganhar, já que irá parar mais gente».