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Quero ficar com o meu nome associado ao regresso do comboio a Viseu

Antnio Joaquim Almeida Henriques, 51 anos, casado, trs filhos, natural de Viseu, advogado e dedicou os ltimos vinte e cinco anos atividade empresarial e associativa empresarial em diversos sectores.

atualmente deputado à Assembleia da Repblica, na XII Legislatura, tendo sido eleito como cabeça-de-lista pelo circulo de Viseu. ainda Presidente da Assembleia Municipal de Viseu e da Assembleia da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões. Entre Junho de 2011 e Abril de 2013, exerceu as funções de Secretrio de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional do XIX Governo Constitucional, tendo-se destacado no lançamento de programas de poltica pblica como o “Revitalizar” ou o “Valorizar”, na reprogramação estratgica e no avanço da execução do QREN (Quadro de Referência Estratgico Nacional) e na aprovação e implementação do pacote de medidas de apoio às famlias endividadas e de disciplina de prticas bancrias abusivas. Deputado à Assembleia da Repblica nas IX, X e XI Legislaturas, foi vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD na XI Legislatura com a coordenação da rea econmica, tendo tambm exercido as funções de vice-presidente da Comissão de Assuntos Econmicos da Assembleia da Repblica e de vice-presidente da Delegação da OSCE (Organization for Security and Co-operation in Europe). Na vida associativa, foi vice-presidente da CIP – Confederação da Indstria Portuguesa, presidente do CEC/CCIC – Conselho Empresarial do Centro / Câmara de Comrcio e Indstria e presidente da AIRV – Associação Industrial da Região de Viseu. Das duas ltimas, tambm presidente honorrio. Mantm uma participação ativa em diversas instituições culturais, sociais e cientficas da cidade e região de Viseu. Comendador da Ordem do Mrito Agrcola, Comercial e Industrial (Classe do Mrito Industrial), por atribuição do Presidente da Repblica Jorge Sampaio, e Presidente Honorrio da AIRV.

 

 

O que traz de novo ao concelho de Viseu a sua candidatura? Linhas gerais do Programa…

Antes de mais uma candidatura que honra o legado. Viseu hoje a melhor cidade para viver. Viseu teve um surto de progresso nos ltimos trinta anos e importa neste momento dar-lhe um novo ciclo. a isso que me proponho: impulsionar um novo ciclo alicerçado em duas grandes reas: a vertente da solidariedade social e qualidade de vida e um ciclo de desenvolvimento econmico que permita fixar e atrair pessoas e investimentos. Entendo que o concelho deve assumir a sua vocação de cidade-região, que interage com Lisboa, que interage com o Porto e que ao mesmo tempo se enquadra numa lgica internacional.

 

“Viseu Primeiro”… que quer dizer com isto para alm do mero slogan curto, enftico e sonante?

Não um mero slogan. uma forma de sentir e viver a minha cidadania. a forma como eu sinto Viseu, porque sinto Viseu em primeiro. Eu sa do Governo para me candidatar à câmara de Viseu, portanto pus Viseu primeiro. Sei que as pessoas em Viseu tambm colocam a sua cidade e o seu concelho em primeiro. Mesmo aqueles que vivem fora de Viseu não esquecem a sua terra. Queremos continuar a ser “Viseu Primeiro” na qualidade de vida, mas tambm queremos ser “Viseu Primeiro” no desenvolvimento econmico, na internacionalização, na solidariedade com os idosos e com aqueles que mais precisam, na criação de emprego para os jovens… Estas são as motivações da escolha deste slogan, que ao mesmo tempo exprime o meu estado de esprito em relação ao presente e em relação ao futuro de Viseu. Mas cada um dos cidadãos o poder interpretar de uma forma criativa e individual. “Viseu Primeiro” ser seguramente o resultado de uma visão e de um trabalho de equipa.

 

Anuncia 10 debates com especialistas das vrias reas. Quais reas? Quais especialistas?

O meu programa est a ser construdo com um conjunto vasto de pessoas das diferentes forças vivas de Viseu e ao mesmo tempo pretende ser um programa muito participado, de “baixo para cima”. Vou lançar o Frum Participativo “Viseu Primeiro”, onde vai decorrer uma dezena de debates nos diferentes sectores, desde a cultura à agricultura, passando pelo desenvolvimento regional (que ser exactamente o primeiro debate), pelos ensinos secundrio e superior, pela internacionalização e investimento, indstria, solidariedade social, desporto e juventude e urbanismo.

 

J tem nomes?

Sim. Posso dizer-lhe que neste Frum Participativo teremos sempre uma figura de referência nacional, que traga o seu contributo de fora para o desenvolvimento de Viseu, mas ao mesmo tempo, sempre, o envolvimento de lderes locais, da Associação Industrial, da Associação Comercial, de pessoas ligadas aos mais diversos estabelecimentos de ensino de Viseu. Por exemplo, o professor Alfredo Simões vai fazer o primeiro debate com o professor Augusto Mateus e tambm com Nelson Sousa, responsvel pela JLS, que abordar a vertente da logstica e transportes na nossa região. Este Frum Participativo um espaço de reflexão sobre o futuro de Viseu, sobre aquilo que ns queremos e onde queremos estar daqui a dez anos. Ser um contributo da sociedade viseense para aquilo que pretendemos do nosso futuro colectivo. uma resposta ao momento presente. Pôr a sociedade a pensar e pedir à sociedade que me ajude a construir um programa ganhador para os prximos anos.

 

Lista para a autarquia… Dos que hoje integram a lista do Dr. Ruas quem vai levar?

O que posso dizer que estou neste momento a desenvolver um trabalho com umas largas dezenas de pessoas e que, de entre essas pessoas, irei construir uma lista de grande qualidade. Viseu merece o melhor de ns. O que posso garantir que para um ciclo novo teremos equipa nova.

 

Não tem imposições do aparelho?

Ciclo novo, equipa nova.

 

Tem novidades, muitas…?

Estou empenhado em criar uma equipa que esteja à altura dos prximos desafios de Viseu.

 

H coligação?

A minha candidatura resulta de um forte consenso dentro do PSD, quer a nvel concelhio, quer a nvel distrital, com o apoio explcito do dr. Fernando Ruas e sobre a sigla do PSD.

 

Não h coligação com o CDS nem com outras forças polticas?

Ser uma candidatura da sociedade com o Partido Social Democrata, na perspectiva de abrir um novo ciclo de desenvolvimento para Viseu.

 

Quem vai encabeçar a Assembleia Municipal?

um assunto que ainda não est fechado. Apresentarei as listas em seu devido tempo. As eleições serão em finais de Setembro, incio de Outubro. Agora preparamos as listas para as Juntas de Freguesia. fundamental ter os melhores candidatos para este novo ciclo, aquele que j chamei o terceiro ciclo do desenvolvimento autrquico. A seguir à infra estruturação de base tivemos um segundo ciclo de equipamento e entramos agora num ciclo sobretudo muito focalizado nas pessoas e no desenvolvimento econmico. Posso contudo adiantar-lhe dois nomes: o mandatrio da minha lista ser o engenheiro Antnio Vidal e o mandatrio de honra ser o dr. Fernando Ruas.

 

O Dr. Ruas afirmou: “H muitos a quererem que eu volte daqui a 4 anos”. Faz parte deles?

Assumo a minha candidatura com um grande entusiasmo. E uma candidatura que felizmente est a recolher uma forte adesão junto dos viseenses e das vrias instituições. Eu sei que os meus adversrios j estão a discutir 2017. Vejo muitas vezes tomadas de posição que at me surpreendem, porque significam que as pessoas que suportam as candidaturas dos meus adversrios não têm confiança nos seus prprios candidatos. Que outro sentido faz discutir se eu me vou recandidatar em 2017? Aquilo que eu espero que daqui a quatro anos os viseenses vejam em mim um presidente da câmara que se dedicou em exclusividade de funções à sua terra, à sua cidade-região, ao seu concelho e que me voltem a dar a confiança. O povo chamado a decidir. Hoje sou candidato à câmara e espero daqui a quatro anos ter um capital de confiança de tal forma grande que permita voltar a ser eleito. Lembro que o dr. Fernando Ruas, na primeira eleição, foi eleito por umas centenas de votos e depois, logo na segunda eleição, reforçou essa mesma votação. Espero estar aqui tambm à altura desse legado e seguir os passos que o dr. Ruas deu entre a primeira e a segunda eleição.

 

Junqueiro refere-se a si como o “candidato exonerado da poltica”. Um comentrio…

H um princpio que vou j afirmar: vou fazer uma campanha pela positiva, vou fazer uma campanha pela afirmação dos valores, com uma participação muito directa de toda a sociedade de Viseu e assumir aqui o compromisso de que irei governar a nossa cidade de Viseu, o nosso concelho, com todas as pessoas. Nunca irei comentar declarações dessas… A nica coisa que diria que sa do governo pelo meu prprio p e por amor à minha terra. Fiz uma opção por Viseu. Foi por este amor à minha terra que fiz algo que provavelmente o meu adversrio nunca faria, que foi sair de um função no governo onde estava a desenvolver um trabalho que era reconhecido. Fiz de 2012 o melhor ano de sempre da execução de fundos comunitrios em Portugal. E lancei o primeiro regime de incentivos a microempresas do Interior do QREN. S para dar dois exemplos.

 

O desemprego jovem em Viseu ronda os 50%. Que tem em mente para sua solução?

S h uma forma de criar emprego. O emprego não se cria por decreto. Os que hoje andam a apregoar que vão criar emprego, se calhar nunca criaram nenhum e nem sabem bem como que se cria. São os mesmos que no passado prometeram criar 150 mil postos de trabalho e acabaram a destruir emprego. Essa que a verdade. S h uma forma de criar emprego: atravs de dinâmicas empresariais de criação de riqueza. o que eu proponho: gerar dinâmicas que puxem pelas nossas âncoras empresariais e pela valorização da nossa região: temos empresas e recursos que podem ir mais longe, podemos ajud-las a internacionalizar-se, fazerem negcios no exterior, aumentando produção e exportações. Hoje devemos tambm assumir uma lgica muito activa de captação do investimento para o nosso territrio. Aproveitar a nossa dispora fundamental. Uma das questões que me proponho desenvolver, e desde j anuncio em primeira mão, criar o programa “Viseu Investe”. Este programa vai ser todo ele focalizado na perspectiva de criação de valor no territrio e na criação de riqueza. Ter um gabinete de apoio ao investidor. Quero transformar a câmara de Viseu numa câmara amiga do investidor, que preserva os seus valores histricos na criação de comrcio e de serviços, mas que tambm capte a indstria, criando emprego jovem qualificado e duradouro. Por outro lado, proponho-me tambm criar o “Conselho Estratgico para o Desenvolvimento de Viseu”. Isto : uma estratgia para Viseu em concertação com aquelas que são as suas âncoras: a Associação Industrial, a Associação Comercial, os Empresrios Catlicos, o IPV, a Catlica, o Piaget, o Regimento de Infantaria, o Palcio da Justiça, o Conservatrio de Msica, o

Teatro Viriato… com todas aquelas que são as nossas âncoras e que podem ajudar a promover Viseu. Os viseenses podem contar com este compromisso e com a minha experiência. Em bom rigor, os ltimos vinte e cinco anos de vida foram dedicados, por um lado, na vertente empresarial, no associativismo empresarial, no associativismo cultural, no associativismo da solidariedade social e tambm em toda uma experiência internacional, empresarial e de diplomacia econmica. Trabalhar numa lgica intermunicipal e de cooperação regional tambm decisivo. O Porto decisivo para ns, estratgico, o nosso aeroporto, a nossa ligação à Galiza. Nesta lgica, a macro-região ibrica integra a Região Centro, o Norte, a Galiza e Castilla-Lyon. E podemos tambm falar de Lisboa…. Temos que encurtar a nossa distância a Lisboa e aproveitar o mercado da capital e a nossa fronteira atlântica. Muito do futuro da nossa terra est tambm na fronteira atlântica e na ligação à nossa comunidade na dispora. Devemos ter uma perspectiva aberta e dinâmica. As oportunidades estarão c dentro se soubermos criar ligações ao mundo.

 

A Gabiforma e os seus associados e a Lusitânia são fragilidades do seu passado ou uma sincronia de vida, clara e sem controvrsias?

Vrias pessoas têm procurado criar antemas sobre essas circunstâncias. A Gabiforma foi uma empresa lder no seu sector, na região de Viseu. Deixei de estar na direcção estratgica da empresa, da qual nunca fui scio maioritrio, desde o momento em que ingressei como deputado no parlamento. Por outro lado, eu abandonei a Gabiforma, ou sa da sua administração, um ano e meio antes de ter acontecido o seu processo de insolvência. Portanto, uma estrutura da qual eu estava desligado do ponto de vista da sua administração executiva h vrios anos. Nunca foi tão pouco scio minoritrio. Mesmo que queiram ligar-me do ponto de vista formal, podem consultar-se os registos da Conservatria e verificar a realidade dos factos. Por outro lado, mesmo que assim não fosse, eu não sou dos que acha que o insucesso seja algo que nos deva condicionar. Antes pelo contrrio. Haja pessoas que ousem fazer! Em pases com os Estados Unidos, onde existe uma economia de mercado dinâmica, muitas vezes aqueles que têm um insucesso são os que a seguir mais apoio têm para poderem desenvolver novos projectos. S quem nunca fez nada na vida que nunca teve sucessos e insucessos. Em relação à Lusitânia, que outra questão, esclareço de uma forma frontal: eu estava na presidência da AIRV quando a Lusitânia foi criada. A Lusitânia sempre teve uma maioria e uma coordenação estratgica por parte das autarquias locais. Eu nunca pertenci a nenhum rgão social da Lusitânia. Nunca fiz parte de nenhum conselho de administração, de nenhum conselho fiscal, nem de nenhuma assembleia geral. Isso que fique claro porque h quem tente lançar lama sobre os outros de forma completamente irresponsvel. Tenho muito orgulho no meu percurso e posso dizer uma coisa que muita gente não poder afirmar: at hoje honrei sempre os meus compromissos. Pessoais, profissionais e polticos.

 

Como empresrio que foi, qual o seu maior êxito e o seu maior insucesso? E como governante?

A minha vida empresarial foi muito rica. Eu diria que a Beirags foi o ponto mximo do meu percurso empresarial. hoje uma empresa de referência das 100 maiores do pas. Que outro projecto eu gostaria de ter levado mais longe? Por exemplo o projecto da Capital de Risco de Base Regional. Foi um projecto ao qual dediquei muita atenção. Não consegui chegar tão longe como gostaria, ao ponto de conseguir criar o Fundo Regional de Capital de Risco, mas felizmente, depois no governo, acabei por ter a oportunidade de, no programa Revitalizar, criar efectivamente os Fundos Regionais de Capital de Risco. L est… Muitas vezes o nosso percurso de vida ajuda-nos a ter ideias que s mais tarde conseguimos concretizar. Uma boa ideia nunca um desperdcio. Do ponto de vista governamental h duas vitrias que são muito importantes: a forma como os fundos comunitrios evoluram. Eu peguei na gestão dos fundos comunitrios e a sua execução estava nos 30% e deixei o governo com 61%. O que significa que executmos mais em dois anos do que o anterior governo nos outros quatro anos de gestão dos fundos. Aumentmos tambm a taxa de comparticipação de 70 para 85% por parte da União Europeia, o que nos permitiu fazer um esforço financeiro menor do ponto de vista nacional na realização dos investimentos. Outra vitria que me deu muito gosto foi o programa Revitalizar. H muito tempo que defendia em Portugal um sistema que permitisse que as empresas recuperassem de situações de crise, uma espcie de “Chapter eleven” como existe nos Estados Unidos. As empresas não têm forçosamente que se apresentar à situação de insolvência quando têm a possibilidade de ser recuperadas. Quando cessei funções no Governo, mais de 600 empresas j tinham apresentado planos de revitalização. E mais de 100 tinham obtido j sucesso nesse objetivo. 4000 postos de trabalho e 515 milhões de euros anuais de produção foram salvos. algo de que me orgulho. Por outro lado, tambm, a poltica de defesa do consumidor. H muitos anos, e isto afirmado por muitas associações, que não existia uma verdadeira poltica do consumidor. Consegui, ao longo de um ano e meio, alterar legislativamente vrios aspectos, designadamente o da disciplina na banca, nas comissões que cobravam aos particulares, nos juros de mora que cobravam, criando travões às taxas de juro dos cartões de crdito e impondo a obrigatoriedade da banca de, antes de executar algum, tentar um acordo extra-judicial. Alis um dos aspectos que proponho na minha candidatura criar um Gabinete de Apoio às Famlias Endividadas e em Dificuldades. Exactamente para ajudar aqueles que nesta conjuntura difcil têm muitas vezes dificuldade em honrar os seus compromissos.

 

Algum insucesso governamental?

Eu diria que nas minhas reas as coisas me correram bastante bem. E posso acrescentar-lhe que fui feliz nestes dois anos de actividade governativa.

 

Qual a sua opinião sobre o estado do Ensino Superior em Viseu, como perspectiva o seu desenvolvimento e qual o papel do IPV nesse processo?

Este o momento crtico para Portugal e para a nossa região. Temos que preparar uma boa estratgia para 2014/2020, que o novo ciclo dos fundos comunitrios. Essa estratgia exige uma boa interacção entre os municpios da Comunidade Intermunicipal, as empresas e as associações empresariais e com o Centro Cientfico e Tecnolgico. Um dos vrtices desse triângulo virtuoso claramente o Centro Cientfico e Tecnolgico. O IPV tem aqui um papel muito importante, não s pela sua dimensão, mas tambm pela inteligência que fornece, pela qualidade dos seus professores, pelo nmero dos doutorados e pela possibilidade de imprimir novas dinâmicas. Quer no âmbito do empreendedorismo, quer na lgica de uma melhor relação universidade/empresas, quer na promoção da investigação ligada ao tecido empresarial. H muito a fazer aqui e nesse sentido vou dedicar um tema do Frum Participativo ao Ensino Superior, com a presença da doutora Graça Carvalho, do professor Borges Gouveia da Universidade de Aveiro e com a interlocução dos vrios actores da região. Temos que encontrar aqui um modelo que potencie o IPV, interagindo com a Universidade Catlica e com o Piaget e tirando partido daquilo que de bom cada um deles tem e fazendo com que possam convergir. Nunca tivemos tanta necessidade de convergir do ponto de vista estratgico. Essa uma missão do Conselho Estratgico para o Concelho de Viseu que me proponho constituir. uma plataforma de inteligência e de vontades. Como podemos potenciar mais o IPV? O RIV? O Tribunal? Grupos como a Visabeira e outros existentes em Viseu?

 

Concorda com a evolução do IPV para Universidade de Ciências Aplicadas, tal como defende o seu Presidente?

Tenho tido muitas conversas com responsveis do IPV que conhecem o meu pensamento. Qualquer solução para Viseu passar pela evolução do prprio IPV e nesse ponto de vista estamos em sintonia. Nem sempre aqueles que berram nos jornais são os que estão a fazer o seu trabalho de casa. Este trabalho tem que ser feito concertadamente, como ainda agora nesta recente questão do IPV. Enquanto uns berravam eu reunia com o ministro da Educação, fazia concertação dentro do meu grupo parlamentar, ao ponto de ter sido alterado o Projecto de Resolução e de ficar bem patente que não est em causa que no futuro o IPV não possa leccionar os vrios graus. Isso est explcito na Resolução que foi aprovada na sexta-feira numa declaração de voto que apresentmos, segundo a qual as questões regionais terão de ser levadas em linha de conta. O ministro de Educação, alis, concordou e comprometeu-se com este princpio. Onde não houver duplicação de oferta, têm de se manter as coisas como estão. Esta declaração de voto acabou por ser assinada pelos deputados de Viseu, Bragança e Leiria.

 

Uma declaração de voto não um pressuposto de consciência culpada?

Uma declaração de voto tambm colocar no papel aquela que a nossa interpretação, quando votamos favoravelmente uma determinada resolução.

 

Mas porque a necessidade dessa clarificação?

Quisemos explicitar a lgica de manter salvaguardados os graus de ensino. uma questão demasiado importante. Havia um entendimento do responsvel parlamentar que a questão regional estava salvaguardada no prprio texto. Como eu entendi que não estava, que não espelhava aquelas que tinham sido as minhas conversas com o engenheiro Sebastião e com o ministro da Educação, entendi que devamos apresentar uma declaração de voto e fui seguido nessa atitude por deputados de mais dois distritos.

 

Declarações de Jos Junqueiro em Conferência de Imprensa acerca do Projecto de Resolução XII/ 688 : “Os deputados do PSD e do CDS em Viseu não têm emenda e o candidato à câmara tambm não porque se refugiou no silêncio medroso, muito medroso porque não ousou emitir opinião. Recentemente exonerado não quer de qualquer maneira entrar em conflito com o seu prprio governo. Eu acho isso lamentvel.”

A declarações dessas responderei sempre com o silêncio. Deixe-me acrescentar uma intenção antes de chegarmos ao fim desta conversa, e esta sim relevante: Quero ficar com o meu nome associado ao regresso do comboio a Viseu! uma conetividade moderna, fundamental ao nosso desenvolvimento e mobilidade.


2013-05-20 | Jornal do Centro
 
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