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França e Luxemburgo são os principais mercados da Adega Cooperativa Beira Serra
Para a presidente da cooperativa, «a exportação dos vinhos é uma mais-valia para a adega, porque os vendemos muito mais caros», justifica. Josefina Araújo considera que «o mercado nacional está muito saturado, pois há muita produção, muitas adegas e vinhos de muito boa qualidade».
Ainda assim, a responsável constata que «embora tenha bons vinhos, a Beira Interior não tem a visibilidade que têm o Alentejo, o Douro ou o Dão» e que se pudesse exportar o vinho todo «não vendia um litro em Portugal, porque é muito mais rentável vender para o exterior».
Josefina Araújo esclarece que não se trata de «não vender no nosso país» e que «gostava que os nossos vinhos fossem divulgados a nível regional, e até sofro quando vou a algum restaurante e não têm vinho do nosso», confessa.
«Ainda assim, nomeadamente na Guarda, tenho reparado que os restaurantes vão tendo o nosso vinho de mesa, porque é muito competitivo na relação preço/qualidade», refere.
A presidente da direcção da Adega Cooperativa constata, ainda assim, que «há sempre pessoas que querem as marcas e que preferem vinhos com mais qualidade, o que é legítimo».
Apesar dos «lavradores ainda não se terem actualizado muito», a responsável sente-se «muito satisfeita com a exportação que estamos a fazer».
Quanto à produção desta campanha, Josefina Araújo revela que «os números são confidenciais», mas vai adiantando que «foi um pouco acima do nível referente ao ano anterior, em quantidade e em qualidade».
A Adega Cooperativa Beira Serra produz anualmente três tipos de vinho: o vinho de mesa (“geral”) – aquele que mais vende, nomeadamente para o estrangeiro, vinhos regionais e vinhos seleccionados.
2009-10-27 | O Interior
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